Pois é… passaste na circunvalação perto da 1h de hoje? viste um Atos parado de 4 piscas? é… era eu e a mana… pelos vistos o carro tava com sede e não disse nada… e vinhamos nós todas contentes das compras (e depois de termos andado perdidas… não, o meu sentido de orientação não é dos melhores…) quando o carro resolve ir abaixo… lá encosto e heis que reparo no ponteiro da gasolina um cadito abaixo da última linha… ficamos sem gasolina!!! *ataque de riso das manas*…
Vamos ligar ao pai? (solução óbvia para meninas…):
Eu: “Pai, tavas a dormir?”
Pai com voz ensonada: “sim, que se passa?”
Eu: “É que eu e a C. tamos paradas na circunvalação… o carro foi abaixo e desconfio que seja falta de gasolina… *risos*”
Pai com voz de quem não acredita que isto lhe está a acontecer: “Oh não… Mariana… Mariana…”
Eu: (é melhor apagar o fogo antes que isto azede…) “Se calhar telefono ao N…. ele é capaz de ainda estar na rua e assim escusavas de te vestir… que achas? Vou telefonar-lhe e depois digo-te qualquer coisa! *mais risos*”
Pai com voz de quem AINDA não acredita que isto lhe está a acontecer: “Mariana…. Mariana… e tu e a tua irmã ficam sozinhas à 1h da manhã na circunvalação?”
Eu a verificar se o que digo é verdade: “Nós temos as portas trancadas! E isto está iluminado! E tão sempre a passar carros!”
Pai com voz de quem acha que vai mesmo ter de sair de casa nem que seja para se certificar de que não acontece nada às suas duas meninas: “Onde é que vocês estão ao certo?”
Eu lá explico onde estávamos…
Pai um nadinha mais descansado: “Ao menos não estão num sítio com pouca visibilidade… e o N. já vai aí ter contigo? …hmmm… então pronto, acho que fico por aqui… mas mantém o telemóvel a jeito!”
Eu lá desligo, continuo com ataques de riso espontâneos cada vez que me lembro da situação em que me encontro… e claro que a C. se junta sempre…
Eu (a ligar ao N.): “Já ias sair do restaurante (onde estava numa festa de anos)?”
N: “O quê?”
Eu:”*risos*Já ias sair do restaurante?”
N: “O quê? Não estou a perceber…”
Eu: “*mais risos* Eu explico melhor então… eu e a C. estamos paradas na circunvalação… sem gasolina…”
N: “OOHH!”
Eu: “Liguei ao meu pai mas ele já tava a dormir e não achou muita piada à ideia de se vestir… será que podias vir ter comigo e trazer gasolina?”
N: “Claro, vou já praí! Onde estás?”
Eu lá explico onde estou…
N: “Ok, até já!”
(imagino a risota que foi no restaurante quando ele explicou porque é que tinha de se vir embora…)
Lá ficamos nós à espera do nosso salvador… não vinha em cavalo branco mas lá chegou em corsa vermelho… parou atrás de mim, saiu do carro, bateu na janela e enquanto eu descia o vidro…
N:”ACP!”
Eu: “*risos* (lá expliquei porque é que tinha ficado sem gasolina… sim, havia uma explicação lógica!) vamos lá por a gasolina?”
N:”Não vamos agora buscar a gasolina?”
Eu: “er… nao posso deixar o atos aqui sozinho… ou vais tu ou levas a C. contigo…”
N:”Não se nao ficavas aqui sozinha… eu vou…”
(e lá foi ele… e nós ficamos novamente no frio dentro do carro… e mais ataques de riso… devo dizer que a minha mana se divertiu muito a mandar sms a falar do nosso estado… ah! e o meu pai já tinha ligado entretanto outra vez para ver se tava tudo bem… e ainda ligou mais uma vez depois do N. ter partido para ir buscar a gasolina… e entretanto o candeeiro da rua apagou-se e deixamos de estar num sítio iluminado! spooky!!!)
Eu (para a minha mana):”Hmm… será que devia ter posto o triangulo?… se calhar devia ir pôr agora… mas pra isso precisava do colete… onde será que está o colete?… hmm… e onde será que está o triangulo?… esquece, não deve haver polícia agora… não ponho, não há-de ser nada…”
Eu (passado um bocado):”Mas vou precisar do colete para pôr a gasolina… onde estará? C., deixa ver na gaveta debaixo do teu banco” (E estava! tcharan!)
(chega o salvador, desta vez com gasolina)
Eu (berro pra fora do carro): “colete!” (ele lá vai buscar o dele enquanto tento vestir o meu… com a pressa esqueço-me de vestir o casaco e saio cá para fora)
(eu e o N. lá pômos a gasolina… foi mais ele, eu fiquei a dar apoio moral… e a morrer enregelada, sem casaco…)
E pronto, o N. veio sempre atrás de mim até minha casa, não fosse acontecer outra cena qualquer… mas não, chegamos sãs e salvas a casa… com muito riso e boa disposição… o que vale são estas peripécias para alegrar as nossas vidas… claro, digo isto agora que o meu pai está a dormir e ainda não “falou” comigo…
Obrigada N. por seres o meu cavaleiro andante (é mais condutor, mas pronto)!!! Se não fosses tu não sei o que seria de mim… estava agora com a C. a contar os smints para ver quantos mais dias tinhamos de vida dentro do carro…
De referir a explicação lógica de ter ficado sem gasolina: a luz indicadora está avariada… e como é a minha mãe que tem andado com o atos, eu não tinha bem noção da gasolina que já tinha sido gasta… vi que “qualquer dia tinha de lhe meter gasolina” mas nunca pensei que estivesse tão no casco… moral da história: “Paaaiiiii: arranja a luzinha!!!”
Até ao próximo post, boas peripécias!